Ao Ouvido de um Moribundo

Ao Ouvido de um Moribundo – Uma Antologia Desesperada da Poesia Portuguesa
selecção e organização: Nuno dos Santos Sousa

18,00 
Vista Rápida
Adicionar

Apocalipse – uma distopia sobre o presente

Apocalipse
Uma distopia sobre o presente

Carlos César Pacheco

Edições Mortas

12,00 
Vista Rápida
Adicionar

Apresentação do Rosto

«Há a tentação de escrever um texto inabitável, uma espécie de mapa solitário e limpo, diante do qual o engenheiro da fábula não possa maquinar o seu empenho de aventura humana, com as palavras: aqui fica uma rua, aqui uma ponte, aqui um parque, aqui a mancha cerrada de sentimentos e ideias com o nome de bairro de gente.
Antes da escrita, alguém disse: um momento, engenheiro — eu amaria uma superfície destituída de enigmas, aonde ninguém chegasse, onde não houvesse uma casa paterna, sobretudo, e a perpetração da parábola do filho pródigo.
É um texto que se destina à consagração do silêncio, a gente já pensou tanto, já teve mãos por tantos lados, já dormiu e acordou — bom seria imaginar o espírito apaziguado, a reconciliação do pensamento com a matéria do mundo.
Mestre, não me dês um tema.
E então o texto principia a ser ferozmente habitado.
[…]»

19,90 
Vista Rápida
Adicionar

Arte Nenhuma

Arte Nenhuma
de Carlos Poças Falcão
(poesia reunida)

512 páginas
Outubro de 2020

Edição: Língua Morta/Snob

18,00 
Vista Rápida
Adicionar

Ary dos Santos 20 Anos de Poesia

Ary dos Santos 20 Anos de Poesia – 1963/1983

Ary dos Santos

Ilustrações de Figueiredo Sobral

LIVRO USADO

Exemplar em bom estado.

15,00 
Vista Rápida
Adicionar

BALABELA

de Rui Baião
Capa dura
160pp.

 

20,00 
Vista Rápida
Adicionar

Beber pela Garrafa

Beber Pela Garrafa, é o quinto livro de poesia de Cláudia Lucas Chéu. Encontra-se dividido em duas partes – Consanguinidade e Bastardia. A primeira parte, é composta por narrativas poéticas de temática familiar; a segunda, por poemas de amor e desgosto, na ambiência da metrópole e do subúrbio.

10,00 
Vista Rápida
Adicionar

Boca Bilingue

Terceiro livro de Ruy Belo, «Boca Bilingue» foi publicado pela primeira vez em 1966. Nas palavras de Gastão Cruz, no prefácio a esta edição «Ao invocar, no poema de abertura do seu livro, a poesia como “palavra impossível”, Ruy Belo passa-lhe o único atestado que pode certificá-la como poesia, um estremecimento da linguagem, ou, talvez mais precisamente, o estremecimento das mãos do poeta, recebendo, em tempos inaugurais, as folhas dactilografadas do livro, das mãos de quem, antes da publicação, ele quisera que as lesse.»

[…]
Simples questão de tempo és e a certas circunstâncias de lugar
circunscreves o corpo. Sentas-te, levantas-te
e o sol bate por vezes nessa fronte aonde o pensamento
— que ao dominar-te deixa que domines — mora
Estás e nunca estás e o vento vem e vergas
e há também a chuva e por vezes molhas-te,
aceitas servidões quotidianas, vais de aqui para ali,
animas-te, esmoreces, há os outros, morres
Mas quando foi? Aonde te doía? Dividias-te
entre o fim do verão e a renda da casa
Que fica dos teus passos dados e perdidos?
Horário de trabalho, uma família, o telefone, a carta,
o riso que resulta de seres vítima de olhares
Que resto dás? Ou porventura deixas algum rasto?
E assim e assado sofro tanto tempo gasto

de «ÁCIDOS E ÓXIDOS»

13,30 
Vista Rápida
Adicionar

CADERNETA DE LEMBRANÇAS

Caderneta de Lembranças
de A. M. Pires Cabral

NOVO LIVRO DE POESIA DE A.M. PIRES CABRAL
Caderneta de Lembranças é o terceiro título do autor na Colecção de Poesia dirigida por Pedro Mexia. Este é também o segundo livro que Pires Cabral publica em 2021, depois do romance Feliciano.
O QUE DIZ O GALO DO CATA-VENTO
Eis-me reduzido a demonstrar
a inconstância dos ventos.
Nunca na vida fui tão maltratado.
Fazerem-me isso a mim
— a mim, que tenho cóleras e brios
como nenhuma outra ave tem;
a mim, que me visto, como os reis,
de sedas, veludos e arminhos;
a mim, que cantando na manhã
dou o sinal sem o qual o Sol
não se atreve a nascer;
a mim, que governo o meu reino
de vinte metros quadrados
com assídua lascívia, aptamente exercida
sobre o meu harém de vinte e tal
cloacas prestimosas.
E — só por escárnio! — fazerem de mim
alcoviteiro do vento!

13,90 
Vista Rápida
Adicionar

Cal

“Cal” 

Averno, 2015, 90 págs. B.

Com prefácio de Vitor Silva Tavares

12,00 
Vista Rápida
Adicionar

CANINA

CANINA
Andreia C. Faria

Caninos são os dentes, canina a fidelidade, ou a ferocidade, o ladrar e o morder, e conhecemos o cão negro da melancolia, o cão danado, o cão de guarda e o de companhia. Mas além dos cães, estes e outros, Canina convoca os mais diversos bichos (cavalos, gatos, pavões), sem que se confunda com qualquer cântico das criaturas. Em vez de humanizar os animais, animaliza os humanos, não fazendo disso virtude nem defeito. Podemos pensar em exemplos pictóricos como as mulheres‑cão de Paula Rego, ou, no campo poético, em algumas imagens extremas de Alejandra Pizarnik, ou de Luís Miguel Nava, o corpo como coisa física, instintos, fúrias, ossos, nervos, sangue, matéria que, por estranho que pareça, não se opõe aqui a deus, vocábulo sempre grafado em minúscula. Nenhuma metafísica, no entanto; o objecto de Canina é a condição humana, o que há de animal nessa condição, e talvez o que há de mítico. «Depois da extinção seremos fábula», escreve Andreia C. Faria, mas na verdade já somos, no amor como na doença, na glória como na vida de cão.
— Pedro Mexia

13,90 
Vista Rápida
Adicionar

CORDAS VEIAS

Cordas Veias
Nuno Moura

(capa-desenhos de Sofia Vargues/ composição por Joana Pires)

Nuno Moura, poeta, leitor e editor, nasceu em Lisboa, em 1970.
Teve asma. Trabalhou em anúncios, clipping, clubes de vídeo e livrarias. Foi jogador de pólo aquático e professor de natação. Teve um bar no bairro alto chamado “os meninos”. Faliu. Em 1997, ganhou uma bolsa de criação literária do Ministério da Cultura. Em 1998, fundou com Helena Vieira a editora Mariposa Azual. Actualmente, é o editor da Mia Soave e da Douda Correria. Faz parte dos colectivos O COPO, Ventilan, Os Bambi e Batatas Parvas.

12,00 
Vista Rápida
Adicionar

CORPO DE NINGUÉM

Corpo de Ninguém

1ª Edição

António José Forte

1989

Hiena

20,00 
Vista Rápida
Ler mais

DA LUZ PARA DENTRO

Da Luz Para Dentro
de José Gardeazabal

Da Luz Para Dentro, novo livro de poesia de José Gardeazabal, é o segundo volume das Líricas. Trabalha a intimidade de uma perspectiva nova e muito próxima, quase complementar ao que existe.

16,00 
Vista Rápida
Adicionar