Bernardo Marques – Desenho e Ilustração Anos 20 e 30

“Bernardo Marques – Desenho e Ilustração Anos 20 e 30

Fundação Calouste Gulbenkian, 1982, 64págs. B.

 

20,00 
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DEBAIXO DA PELE

Debaixo da Pele
de Miguel Telles da Gama

Textos de Ana Ruivo, Carlos França, Delfim Sardo, Inez Teixeira,
João Silvério, Jorge Silva Melo, José Luís Porfírio,
Rita Lougares & José Berardo

Miguel Telles da Gama nasceu em 1965 em Lisboa, cidade onde vive e trabalha. Debaixo da Pele, com curadoria de José Luís Porfírio, é a primeira grande exposição deste pintor e desenhador português, reunindo um conjunto de 61 obras.Tendo-se iniciado nos anos noventa, a obra de Miguel Telles da Gama consiste num conjunto de séries que se vão renovando numa constante procura e inquietação. Muito influenciado pela literatura e pela estética do cinema dos anos cinquenta e sessenta, o artista vai construindo e desconstruindo as suas memórias do quotidiano. As suas pinturas e os seus desenhos, de notável virtuosidade e mestria, têm um carácter narrativo desconexo, propondo um pensamento benjaminiano que nos permite encontrar ligações nos cruzamentos dessas imagens, orientadas para a crítica social, moral e ética, e que nos convoca a formular novos pensamentos.
[Rita Lougares]

É importante conhecer o território a partir do qual se constrói esta antologia, até porque ela é uma escolha e não um resumo; é um trabalho dentro de outro onde o espaço conta mais do que o tempo. Esta exposição é, simultaneamente, o mais recente projecto de Miguel Telles da Gama e um repositório de três décadas em que os projectos contam mais, ou são mais relevantes, do que as exposições, pois são mais extensos, podendo abarcar várias mostras num mesmo projecto.Olhando o percurso deste artista, desde as primeiras exposições em 1990 até hoje, o que ressalta imediatamente é uma pulsão transformadora contínua, sinal de uma insatisfação permanente que não se instala nem se acomoda numa qualquer repetição; cada projecto é também um ciclo que se abre, se prolonga e se fecha, e que, por vezes, deixa adivinhar soluções futuras.
[José Luís Porfírio]

45,00 
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DEGELO

Degelo
de Inez Teixeira

Este livro foi publicado por ocasião da exposição «DEGELO — Desenho 1989-2021», de Inez Teixeira, com curadoria de Nuno Faria, realizada na Fundação Carmona e Costa, de 19 de Fevereiro a 21 de Maio de 2022.A produção em desenho de Inez Teixeira tem permanecido na sombra de um percurso cuja face visível e reconhecível é a pintura. E é, eloquentemente, da sombra que este amplo, diverso e desconcertante conjunto de desenhos desponta para revelar uma particular sensibilidade à emergência da imagem como negativo, decalque, vestígio.Desenho, desenhar, entendidos em sentido amplo, como campo de imanência e de experiência sensível do mundo. A prática do desenho não tanto como exercício autoral mas como indagação interior, como campo de possibilidades, como ritual meditativo. O conjunto de desenhos reunidos na exposição «Degelo», realizados durante um extenso período de tempo, inédito na sua quase integralidade, revela um programa de pesquisa livre de constrangimentos formais e um entendimento do desenho como prática processual e experiencial.Da exposição (e deste livro) constam cerca de uma centena de desenhos, sobretudo organizados em séries, pontuadas por surpreendentes excepções, e um singular conjunto de pequenas esculturas em que a artista integra pedras encontradas no espaço natural.A pedra, elemento geológico, que remete para um fazer da terra — aquém, portanto, do exercício artístico — é, pois, o elemento transitivo desta experiência em que se constitui não somente a prática do desenho, mas também o conjunto de aflorações presentes nesta exposição.[Nuno Faria]

25,99 
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FALAR COM O TEMPO

Falar com o Tempo
de Ilda David

Thierry Santos: «Este é o catálogo da exposição Falar com o Tempo, de Ilda David’, que esteve patente ao público no Museu da Guarda, de 10 de Fevereiro a 18 de Abril de 2022, e exibiu obras realizadas maioritariamente nos últimos três anos.»

22,00 
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FRANCIS SMITH (1881-1961)

FRANCIS SMITH (1881-1961)

EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO
Jorge Gonçalves da Costa

UM NOVO E MUITO DEVIDO OLHAR SOBRE A PINTURA DE FRANCIS SMITH

Francis Smith (1881‑1961) é uma das figuras mais singulares do modernismo em Portugal. Nascido em Lisboa, cedo emigrou para Paris, participando com sucesso crítico nos mais importantes circuitos expositivos parisienses da época. Tornou‑se assim o artista português com maior presença no panorama cultural francês da primeira metade do século XX, integrado na muito reconhecida Escola de Paris.

Não obstante, em Portugal a sua pintura foi sendo acriticamente remetida a um lugar historiográfico menor. O autor ficou preso ao título simplista de «pintor da saudade portuguesa» e a análise do seu trabalho foi sendo limitada à aparência naïf. A presente monografia revisita a obra de Francis Smith e aprofunda a ideia de que a sua expressão ingenuísta convoca um imaginário intimista, adequado à geografia sentimental de um emigrado que assume a procura de um universo evocativo de temporalidade suspensa, delineando o que poderemos designar como uma «busca do tempo perdido».

34,90 
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IMAGEM EM FUGA: JÚLIO POMAR, MENEZ E SÓNIA ALMEIDA

Imagem em Fuga: Júlio Pomar, Menez e Sónia Almeida

Organização de Sara Antónia Matos
Textos de Sara Antónia Matos, Maria Quintans, Júlio Pomar

Esta exposição pretende pensar o modo como o trabalho de Júlio Pomar se cruza com o trabalho de Menez, com quem manteve uma relação epistolar e artística de grande cumplicidade e admiração, e o de uma pintora de uma geração mais nova, Sónia Almeida, para quem o trabalho de Menez foi referência no tempo de faculdade. Em torno da ideia de influência e contaminação em arte(tomando o entendimento desses conceitos como produtivo e não pejorativo), procura explorar-se o modo como as imagens se fixam e simultaneamente nos fogem.O título, «Imagem em Fuga», é motivado pelo interesse que Sónia Almeida mostrou na obra de Júlio Pomar, nomeadamente nos painéis do Cinema Batalha, frescos pintados sobre a parede, no final da década de 40, e mandados destruir logo de seguida, por intermédio da PIDE: imagens desaparecidas, apagadas, inacessíveis desde então. Dessas imagens que nos fogem e das quais hoje resta apenas documentação (fotografias, desenhos, projecto e cartas que testemunham a censura a que a obra foi sujeita) nasceram contágios que remanescem agora no projecto de Sónia Almeida para o Atelier-Museu.[Sara Antónia Matos]
A pintura de Menez ou esta ópera — vejo-as ambas neste teclado. Negaça do vivido da escrita, o objecto palavra parece às vezes não andar longe. Por negaça e poder de aparência: consignar num lugar o que nele não está, a claridade fugaz daqueles passos em que a voz se projecta para além do desejo ou da recusa de saber.Cerrem-se as pálpebras: já a imagem se tece. Mas a palavra imagem é ainda rígida. Substituí-la por: o que se respira num lugar de passagem, fluxo, visitação.Eis o que dei comigo a conspirar, passando de ratoeira para ratoeira pela mão traiçoeira da palavra.
Sobre, ou a partir da pintura de Menez. Pintura a que chamaria metafísica se os classificantes do inclassificável não tivessem posto o adjectivo em saldo.[Júlio Pomar]

20,00 
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Julio – Exposição Retrospectiva

“Julio – Exposição Retrospectiva

(Julio dos Reis Pereira)

1979/1980, LXXXIV págs. inums. B.

Textos de David Mourão-Ferreira, Adolfo Casais Monteiro,
Luiz Teixeira, José Régio, Fernando Pernes, etc. As ilus-
trações aparecem à parte do texto.

20,00 
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O DESENHO IMPRECISO DE CADA ROSTO HUMANO, REFLECTIDO! – RETRATOS DE JÚLIO POMAR

O Desenho Impreciso de Cada Rosto Humano, Reflectido! – Retratos de Júlio Pomar
de VV.AA

A exposição «O desenho impreciso de cada rosto humano, reflectido! Retratos de Júlio Pomar», com curadoria de Sara Antónia Matos e Pedro Faro, incide sobre o modo como Júlio Pomar pensou o género artístico do retrato ao longo dos mais de setenta anos que compõem a carreira do pintor. A exposição procurou assim reunir retratos de diversas fases de criação, desde o neo-realismo, na década de 1940, até 2018, ano em que morreu. Não sendo possível mostrar, numa só exposição, no espaço do Atelier-Museu, todos os trabalhos realizados neste domínio por Júlio Pomar, procurou seleccionar-se retratos que marcaram a passagem entre «fases» e retratos menos vistos, menos icónicos, por serem abordagens prévias, ou até estudos das obras mais conhecidas. Desse modo, conseguiu abranger-se um maior número de personalidades. […]Houve ainda outro critério que orientou a selecção de obras para a exposição e que, salvo raras excepções, quando isso não prejudicou a relação indissociável entre pintura e desenho, passou por não repetir retratos da mesma personalidade, sobretudo quando os mesmos pertenciam ao mesmo período estilístico. […]A pintura e o desenho de retrato dão conta das várias relações que o artista foi estabelecendo com pessoas do seu círculo de contacto mais pessoal, e com figuras notáveis de diversos domínios da sociedade portuguesa, desde artistas, seus «pares» e companheiros, a escritores, políticos e protagonistas de fado. Estas abordagens das últimas décadas foram reunidas no piso superior do Atelier-Museu, criando um atlas de ligações, encimadas pela figura alegórica da «República», protagonizada pelo rosto de Cristina Branco. Além disso, a exposição inclui vários auto-retratos, de diferentes momentos da vida do artista, deixando perceber o seu avanço de idade.[Sara Antónia Matos e Pedro Faro]

Autores:
Alexandre Pomar
Ana Anacleto
André Silveira
Carolina Machado
Joana Batel
Júlio Pomar
Laura Castro
Pedro Faro
Sara Antónia Matos
Susana Pomba

24,99 
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Obra Gráfica – Obras Completas IV

A dimensão esquecida da obra de Mário-Henrique Leiria reunida num álbum a cores.
A condição de artista plástico é, em Mário-Henrique Leiria, uma das muitas que viveu e explorou, sendo também a prova de que para o Autor de Contos do Gin-Tonic o impulso criativo era precisamente isso: um impulso, com várias manifestações.

Da mesma forma que, com uma facilidade tremenda, na toalha de mesa de um café Mário-Henrique Leiria escrevia um poema para oferecer a alguém que ali, naquele momento, lho solicitara, também fazia desenhos em qualquer superfície que se lhe oferecesse. Este volume recupera todo esse espólio visual, juntando-lhe pintura e outras produções gráficas.

O trabalho gráfico de Mário-Henrique Leiria reflecte os seus gostos e os seus interesses. Nele está presente o surrealismo, claro, mas também o seu fascínio pela ficção científica, pela literatura popular de aventuras, pelo cinema e, sempre, pela palavra.

Esta é a primeira reunião em livro da obra gráfica do Autor, num volume a cores com capa dura, que recolhe mais de duas centenas de trabalhos, a maior parte dos quais não tinha sido antes publicada nem impressa.

E com este último título conclui-se a publicação das obras completas de um criador genial, terminando uma empreitada de cinco anos de trabalho incansável da organizadora da obra, Tania Martuscelli (Universidade de Boulder, Colorado, EUA).

26,90 
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PERTO DA MARGEM – CLOSE TO THE EDGE

Perto da Margem – Close to the Edge
de Pedro Calapez

Texto de João Pinharanda
160 pp (a cores)

Depois da margem fica o abismo para onde corremos ou onde corre já a água que nos afogará depois da queda. Os sucessivos capítulos de que esta exposição se compõe deixam-nos à beira de vários perigos e abrem-nos o caminho para o precipício dos sentidos, se o quisermos tomar: entre o corpo e a queda, entre o olhar e a cegueira. Pedro Calapez encontra o título da sua exposição, «Perto da Margem», nas palavras de uma canção dos Yes, «Close to the Edge», que cita nas suas notas de trabalho: «Down at the end, round by the corner / Close to the edge, just by a river / Seasons will pass you by / I get up, I get down / Now that it’s all over and done, / Now that you find, now that you’re whole».Não há excesso literário nem dramatização estética na associação suicidária que aqui enunciamos. A delicadeza e a elegância, a monumentalidade e o luxo são, na obra de Calapez, o cenário da mal disfarçada e radical angústia revelada nas múltiplas direcções do seu intenso trabalho: como se vê? o que fica do que se vê? ou seja, o que fica do que se vive? porque estamos rodeados de ruínas? até onde devemos arriscar-nos seguir? o que podemos dizer aos outros de nós mesmos? como entender e fazer entender o enigma que sabemos escondido nas coisas?

[João Pinharanda]

27,00 
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SOFIA AREAL: 20 ANOS PARA A FRENTE, 20 ANOS PARA TRÁS

Sofia Areal: 20 Anos para a Frente, 20 Anos para Trás
de Sofia Areal

Como a maior parte das exposições na Fundação Carmona e Costa, esta é uma exposição de câmara, i.e., onde o formato conta e o suporte é o papel, onde o desenho está presente, muito embora sem ser dominante, e, no caso de Sofia Areal, onde a exuberância de cor é dominante, indispensável quase sempre. Dizer câmara não é limitar, é ajudar a definir a regra do jogo que se joga neste conjunto de obras que, embora descendo no tempo até aos anos 90 do século XX, não se institui como história ou retrospectiva, mas como uma espécie de mapa poético, ou como um passeio através de formas e temas que constroem uma paisagem e essa paisagem é: a pintura e o desenho de Sofia Areal.
A formas dominantes estão todas lá e associam-se a temas que a artista elege em séries e nomeia com o seu peculiar gosto de inventar nomes e títulos que têm sempre «algo que se lhe diga», é a artista quem o afirma.
[…]
Depressa e bem…
… há pouco quem! É o povo que o diz num provérbio contra o qual Sofia se insurge, porque a velocidade e a urgência são o seu forte, muito embora em certos casos possa andar alguns anos em torno de um desenho-colagem sem saber o que lhe fazer, esperando o instante em que subitamente resolva o problema depressa, depressa sempre. Esta urgência é parte integrante do seu fazer, de um trabalho que é, sempre, um divertimento, um prazer ou uma fonte de alegria, rápida e amável no sentido em que está sempre buscando um afecto positivo.
Esta rapidez assemelha-se ao improviso e sobretudo ao desaprender. Sofia Areal frequentou escolas, porém a sua prática artística faz-se no abandono delas, na capacidade de emigrar para uma escrita antes da escrita, um desenho antes do desenho e uma pintura a fazer-se ali diante dos nossos olhos, sempre viva porque sempre incompleta, caminho sem fim, jogo, brincadeira, grito, riso, divertimento.
[José Luís Porfírio]

38,00 
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