Conundrum

Conundrum é um livro de culto, verdadeira referência na comunidade LGBTQI e baptizado de «canónico» pelo New York Times no que diz respeito a «memórias trans». A conceituada escritora britânica Jan Morris relata aqui a mais pessoal de todas as suas viagens, desde o tempo em que era James até à operação de mudança de sexo que fez em 1972, em Casablanca.

«Perguntam‑me muitas vezes se não lamento nada, e eu respondo em tom frívolo que não. Mas é claro que lamento várias coisas. Lamento o choque que causei nas outras pessoas. Lamento o tempo perdido. Esporadicamente, lamento a perda da minha masculinidade, nos momentos em que gostava que os outros ouvissem a minha opinião. Lamento que tudo isto tenha sido necessário, assim como lamento os anos perdidos de plenitude, enquanto homem ou enquanto mulher, de que poderia ter gozado. Mas nem por um momento me arrependo da mudança em si. Não via outra alternativa, e a operação a que me submeti tornou‑me feliz.»

16,90 
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1933 Foi Um Mau Ano

A história de um jovem dividido entre a tradição e a liberdade, entre a família e a autodeterminação, numa sociedade ressequida por uma devastadora crise económica.

Um romance cómico e comovente sobre a juventude e a sua dissolução na vida adulta.

15,90 
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1984

1984

Georg Orwell

Curioso percurso, o desta alegoria inventada para criticar o estalinismo e invocada ao longo de décadas pelos ideólogos democráticos, e que oferece agora uma descrição quase realista do vastíssimo sistema de fiscalização em que passaram a assentar as democracias capitalistas.

A electrónica permite, pela primeira vez na história da humanidade, reunir nos mesmos instrumentos e nos mesmos gestos o trabalho e a fiscalização exercida sobre o trabalhador. Como se não bastasse, a electrónica permite, e também sem precedentes, que instrumentos destinados ao trabalho e à vigilância sejam igualmente usados nos ócios. É graças à unificação de todos os aspectos da vida numa tecnologia integrada que a democracia capitalista pode realizar na prática as suas virtualidades totalitárias. O Big Brother já não é uma figura de estilo — converteu-se numa vulgaridade quotidiana.

16,00 
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60 Histórias

60 Histórias (1981) é uma espécie de greatest hits de Donald Barthelme. Desconcertantes devido ao amplo espectro de personagens e de temas abordados (Edward Lear, Montezuma e o Fantasma da Ópera, problemas domésticos e o planeamento urbano), os diversos registos e o retrato de situações quotidianas resvalam subitamente para o absurdo, culminando numa sátira da vida contemporânea.

24,00 
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A BELEZA DO MARIDO

A beleza do marido
(um ensaio ficcional em 29 tangos)

Anne Carson

tradução:  Tatiana Faia

15,00 
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A Beleza e a Tristeza

A Beleza e a Tristeza

Yasunary Kawabata

Aquilo que começa como uma reunião sentimental entre um Oki Toshio a envelhecer e Ueno Otoko, a artista reclusa, acaba por se transformar numa sinistra vingança erótica. Pois Keiko, a jovem misteriosa e intensa que é amante e discípula de Otoko, está determinada a vingar a humilhação passada pela mulher mais velha – mesmo que isso signifique utilizar a própria beleza como arma. Movendo-se imprevisivelmente entre ternura e obsessão, serenidade e selvajaria, A Beleza e a Tristeza, confirma a reputação de Kawabata como um moderno mestre japonês que pode transformar o apertar de um obi em algo de infinitamente sugestivo e perverso.

15,90 
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A Casinha dos Prazeres

«Jean-François de Bastide (Marselha, 1724 – Milão, 1798), o autor deste A Casinha dos Prazeres, que hoje se dá pela primeira vez em português, encontra-se entre os cultores da literatura libertina, embora quase todas as suas obras tenham passado praticamente despercebidas e não lhe tenham sequer granjeado um lugar no panteão dos autores libertinos do seu século: Duclos, Voisenon, Restif de la Bretonne, Chevrier, Dorat. Ora, este La petite maison não é bem um conto erótico, a não ser porque tem atado na ponta a fantasia da sedução. Na realidade, é muito mais uma narrativa de métodos e modelos arquitetónicos do que um repertório de estratagemas e lances amorosos. Ou é também isto, mas por causa daquilo. O texto resulta da colaboração de Bastide com o mestre e crítico de arquitetura Jacques-François Blondel, tendo sido publicado pela primeira vez em 1753 (a versão aqui trabalhada é a de 1763, que apareceu nos Contes de Bastide). Nele, a casinha dos prazeres do marquês de Trémicour ergue-se como personagem de uma intriga muito simples, que tem como base uma aposta: o marquês acha que a casinha chegará para seduzir a jovem Mélite; Mélite aposta que não. Mas a casinha é uma espécie de dueña ou alcoviteira ao serviço do sedutor. Adivinhe o leitor qual é o desenlace deste desafio… De facto, a casinha tão exaustivamente descrita por Bastide não podia deixar de ser um prodígio, embora, transcrita em palavras, nos aguce o apetite para uma qualquer reencenação das múltiplas maravilhas aí descritas (Peter Greenaway pelava-se por tê-la como cenário de um dos seus filmes). O livrinho foi escrito em pleno apogeu do rocaille tão ao gosto de Luís XV e da sua inseparável Madame de Pompadour. Ao leitor contemporâneo espantará o inquietante horror ao vazio desvelado pela narrativa. Mas o gosto da época era assim; Mélite extasia-se com as preciosidades (quantas mais melhor), às quais atribui o mais alto valor. Daí aos braços de Trémicour vão os braços de uma poltrona.»
António Mega Ferreira (da Apresentação)

24,00 
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A Chave de Luneta

A Chave de Luneta

Primo Levi

Faussone, o protagonista desta «primeira obra» de Primo Levi, ou melhor, do seu primeiro romance fictício, é um trabalhador qualificado que deixa para trás a dura experiência da linha de montagem da Lancia para viajar pelo mundo a montar gruas, pontes suspensas, estruturas metálicas e instalações petrolíferas. O livro mais otimista e irónico de Primo Levi.
Sobre ele, Bernard Levin, do The Times, escreveu: «Este não é um livro para jornalistas. Os funcionários públicos também se sentirão inquietos quando o lerem, e quanto aos advogados, nunca mais dormirão. Pois trata-se de um livro sobre um homem na sua qualidade de homo faber, de fabricante de coisas com as próprias mãos, e o que fizemos nós nas nossas vidas a não ser palavras?! Digo que é “sobre” o homem que faz; na verdade, é mais um hino de louvor do que uma descrição, e não só porque o herói do livro, que é um trabalhador, é, de facto, um herói – uma figura, na sua humanidade e simplicidade, digna de ser incluída no catálogo de gigantes míticos, ao lado de Hércules, Atlas, Gargântua e Orion. Ele é Faussone, um “armador”.»

16,90 
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A Dança dos Ossos

As origens da literatura popular luso-brasileira com temáticas de sempre: crime, sobrenatural, romance.

A génese do movimento gótico teve lugar na Alemanha no século XVIII (a balada Lenore de Gothfried August B]urger é considerada a obra iniciadora do género). Como nunca antes, numa espécie de onda imparável, a moda espalhou-se pela Europa e pelo mundo ocidental em geral.

As razões conjugavam-se para justificar esse sucesso: o livro impresso vulgarizava-se e tornava-se acessível em termos de preço; com mais acesso a fontes de escrita e a projectos pioneiros de ensino, uma grande parte da população começou a aceder com maior ou menor facilidade a uma educação básica que antes era simplesmente inexistente; os escritores encontravam, pela primeira vez, um mercado propriamente dito adequando, pela primeira vez na história, a sua produção a uma procura crescente.

Dessa forma encontra-se no gótico literário a génese da literatura policial, fantástica, da ficção científica, da literatura de acção ou, até, da dita literatura romântica.
No mundo lusófono, traduções de Ann Radcliffe, Fréderic Soulié e muitos dos primeiros best-sellers do gótico chegaram já no século XIX e o movimento, por cá, mesclou-se, de alguma forma, com o ultra-romantismo.

Nesta antologia, preparada por Ricardo Lourenço, encontramos uma amostra choruda dos grandes expoentes do género no universo luso-brasileiro, catalogando uma panóplia de temáticas que vieram a marcar toda a literatura popular dos séculos seguintes e que ainda hoje mantém a sua actualidade bem fresca.

22,00 
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À Deriva

«Joris-Karl Huysmans viveu intensamente a sociedade boémia, sofreu de esgotamento nervoso e neuralgia, chegando a ser internado, já com dois romances escritos. Passou por várias correntes artísticas e espirituais. Em À Deriva, mostra-nos Jean Folantin, que Maupassant vai definir como um «Ulisses das tabernórias», um empregado de escritório refém do tédio e das insatisfações quotidianas, que procura resolver em tascas, distracções e mulheres de fraca qualidade. Segundo o próprio autor, é uma personagem que se aproxima de Jean des Esseints, o protagonista de À Rebours, um dos seus mais conhecidos romances.»

15,00 
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A Epopeia de Gilgamesh

“A Epopeia de Gilgamesh” Versão de Pedro Tamen Edições António Ramos, 1979, 115 págs.

10,00 
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A Espuma dos Dias

“A Espuma dos Dias” Boris Vian Tradução, apresentação e notas de Aníbal Fernandes. Relógio D´Água, 2013, 181 págs.

12,00 
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A Estalagem Volante

Inglaterra, algures no futuro e depois de várias convulsões sociais, Chesterton imagina uma sociedade em que o movimento Temperance, um movimento social real que advogava a abstinência e esteve em voga nos países anglófonos e escandinavos e na base da lei seca americana, conseguiu impor no Reino Unido um regime de abstinência que permitiu que uma espécie de governo islâmico progressista se instalasse.

Humphrey Pumph e o Capitão Patrick Dalroy atravessam o país com uma missão: alcoolizar toda uma nação. Em perseguição, a polícia islâmica.

Entre a utopia e a distopia, Chesterton escreve sobre extremismos e bebedeiras de bradar aos céus. Uma obra-prima esquecida da literatura europeia.

CRÍTICAS
«Alguns livros foram votados ao esquecimento porque foram “atropelados” por eventos históricos: “A Estalagem Volante” foi publicado em 1914, quando as preocupações das pessoas estavam já na Guerra Mundial que iria engolir a Europa. Não tivesse sido por isso, figuraria entre os grandes livros do século XX.»
Daniel Pipes«Um romance que põe a nu uma mentalidade corrompida que subverte a civilização em detrimento de um futuro melhor. Avance o leitor, traga o seu barril de rum e desembainhe a sua espada.»
Robert R. Reilly

CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Um livro que deveria figurar entre os maiores clássicos da literatura, não apenas pela prosa imortal ou pela brilhante linguagem poética, mas porque é profético. Podia ter acontecido e continua a poder acontecer a qualquer momento.»
The Distributist Review«Um século depois da sua publicação, mantém uma estranha actualidade.»
The Telegraph

«A mais louca fantasia política de Chesterton. Sempre com uma prosa extraordinária.»
The New Catholic Register

 

16,90 
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A ESTRELA DA MANHÃ

A Estrela da Manhã é um espantoso romance sobre aquilo que não compreendemos e as nossas tentativas para conferir sentido

26,50 
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A FÁBRICA DO ABSOLUTO

A FÁBRICA DO ABSOLUTO
KAREL ČAPEK

 

Quando, na senda do progresso, o mundo assiste à descoberta de um engenho capaz de produzir energia ilimitada por tuta-e-meia, poucos adivinhariam que esta maravilha moderna teria um grave efeito secundário: a libertação do inquietante Absoluto, a essência espiritual contida na matéria, que converte todos os seres — dos mais mundanos aos levianos — em fervorosos fanáticos religiosos. Rapidamente o planeta está a braços com uma epidemia de religiosidade e vê a sua população transformada em multidões de crentes, que ora fazem milagres, ora pregam o amor ao próximo, e que em breve querem converter por todos os meios as nações vizinhas à sua verdade, indiscutivelmente a suprema e a melhor, desencadeando uma inevitável guerra global. O romance A Fábrica do Absoluto (1922), sátira brilhante e premonitória que não ganhou uma ruga, é agora publicado em tradução directa do checo, com desenhos de Josef Čapek (1887-1945), o irmão do autor, retirados da edição original.

16,00 
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